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// Entrevistas

12.02.2010

Mindz Kontrol Ultra

! Hi-Tech 2 & DJ Yellow

Esta conversa tem como mote a edição do vosso primeiro álbum de originais pela Plastic City, uma editora emblemática, e isto é um feito, não só porque raros são os produtores nacionais que fazem álbuns, como porque vocês conseguiram ter um óptimo feedback deste trabalho. Querem falar-nos de como foi a experiência de fazer/produzir este álbum?
Sem dúvida que editar pela Plastic City, ainda por cima um albúm de originais, nos deixou muito orgulhosos e cheios de força! Aliás, no nosso curto percurso já tivemos momentos com idêntica importância, como editar pela Ovum Recordings com um edit do próprio Josh Wink, pela Freerange Records ou mesmo termos sido convidados pelo Loco Dice para incluirmos o tema “Fubu” na compilação do 10º Aniversário da Cocoon em Ibiza.
Confesso que produzir o nosso primeiro álbum me deixou nervoso, já que é um grande teste a nível pessoal e de grande responsabilidade. A prioridade, e o mais importante para nós, era sermos os primeiros a gostar naturalmente, e depois conseguir uma boa aceitação, que se veio a confirmar felizmente. Foi uma experiência super enriquecedora que nos fez crescer muito na produção e a todos os níveis.

Habitualmente nos projectos de electrónica há sempre divisão do trabalho de produção: um é mais hábil a fazer o Groove, o outro as melodias e ainda pode haver um terceiro com mais noção de estrutura (de como se faz uma música para a pista), existe essa “divisão de tarefas” entre vós? Se existe quem é que faz o quê?
Eu e o Alain fazemos toda a base, “basslines”, “drums”, algum “sampling” e melodias, juntos, mas tentamos sempre, dependendo do género, seja ele deep, mais housy ou techy, pumpin ou mental, pôr o melhor de cada um de nós. O “mixing”, ou a estrutura, normalmente,  fazemos a 3, muito pela nossa maior experiência clubbing, ou seja, se funcionar nas pistas portuguesas, funcionará em qualquer parte do Mundo...

Como é que tem sido o suporte e o feedback ao vosso trabalho? Isso já se traduziu em convites para tocar lá fora?
Os nossos objectivos para o primeiro ano de Mindz Kontrol Ultra e mesmo da nossa editora Composite Records, já há muito que foram superados. Não esperávamos em poucos meses ter, não só o apoio de algumas das nossas maiores referências como Loco Dice, Laurent Garnier, Richie Hawtin, Josh Wink e Carl Cox, como receber os convites das editoras que já referi. O próprio crescimento da Composite, e avaliando pela quantidade e qualidade das demos de artistas que recebemos todas as semanas, significa que estamos a conseguir impôr o nosso trabalho e a nossa marca. Não escondo que tocar lá fora é o que mais queremos, naturalmente, mas também temos consciência que a luta é diária e muito competitiva, e portanto, conquistar o nosso espaço e não sermos cópia de ninguém é a prioridade para 2010.

 

Texto: Sónia Silvestre

excerto da entrevista publicada na Dance Club nº147

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