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// Entrevistas

13.04.2010

Groove Armada

Sob A Luz Negra

Quem escutar o novo álbum dos Groove Armada ficará certamente surpreendido pela escuridão. “Black Light” é de outra natureza, sexto álbum de originais da dupla inglesa e com convidados especiais como Bryan Ferry dos Roxy Music ou Nick Littlemore dos Empire Of The Sun. Aliás, os Groove Armada fizeram questão de ter o “aviso” de que esta era uma “nova e arrojada” fase na vida do projecto no press release que acompanha a edição discográfica. Estarão com medo de desagradar aos fãs de outrora? Quem habituaram a uma sonoridade festiva e alegre? A questão coloca-se aqui mesmo, como irão estes reagir a uma mudança tão significativa. Andy e Tom foram buscar inspiração ao festival de Verão londrino Lovebox, que acolhe bandas tão diversas como Friendly Fires, the Klaxons, LCD Soundsystem, Ladyhawke e os MGMT, para levar o seu processo de escrita e composição para um plano totalmente diferente. “Podíamos ter feito um album de temas house cheios de influências reggae e alguns temas chill-out, e isso teria sido uma solução muito mais fácil para nós”, explica Andy. “Mas precisávamos de um novo desafio. Nenhum de nós estava interessado em repetir-se”. As bandas do Lovebox, na sua característica futurista e avantgarde, tiveram um papel muito importante em trazer novas influências à banda. “Estas são as pessoas que estão a liderar a mudança, a fazer música de dança genuína e informada. E foram eles que nos levaram a redescobrir artistas como David Bowie, Gary Numan, New Order, Fleetwood Mac e os Roxy Music".
Os Groove Armada não poderiam estar mais orgulhosos do seu trabalho. “É fantástico fazer um disco que nos estimula tanto como este nesta altura da nossa já longa carreira,” afirma Tom. “Sinto-me francamente assim.” E Andy é rápido a concordar com isto, “Penso até que pessoas que detestaram todo o nosso trabalho até aqui podem adorar absolutamente este disco. Sinto-me incrivelmente orgulhoso dele. Se eu tivesse que escolher apenas um dos nossos álbuns para deixar como testamento, não tenho qualquer dúvida sobre qual seria”.
 

Texto: Francisco Ferreira

excerto retirado da Dance Club nº148

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