10.05.2010
Steve Parker
O Amigo do Mexilhão
Depois de a Dance Club te ter apresentado ao público nacional conseguiste feitos notáveis como ter um tema no 3º lugar do top de vendas do Beatport. Qual foi a sensação de ver um tema teu chegar tão longe e ser apoiado por tantas pessoas?
É uma sensação muito boa poder estar no 3º lugar de um dos melhores sites de venda de música electrónica e poder ver o meu nome bem lá no topo e superar todos esses nomes fortes da música electrónica mundial, mas não foi a primeira vez que estive no top 100, já anteriormente tinha estado com o "Crawling" e o "Soul Render" sempre atingindo os top 30 da secção de Techno. Mas claro, esta foi uma sensação única e diferente… e espero que não seja a última!
Conta-nos a história do "Mexilhão". Como nasceu?
O "Mexilhão" nasceu em Novembro em formato digital e vinil na Weave records de Frankfurt, na Alemanha, mas foi criado em Outubro no meu estúdio numa das muitas noites que passo sem dormir e a criar música, nunca me inspiro em nenhum artista, porque se fizesse isso então não seria o Steve Parker mas sim o artista que me serviu de inspiração. É uma das coisas que mais faço questão é que a minha música seja original e não cópias de ondas ou de estilos, o nome "Mexilhão" foi dado por um dos meus melhores amigos e que me ajuda muito na minha carreira, ele é que é o verdadeiro Mexilhão (risos)!
Outra das grandes novidades é o facto de estares a editar pela Sci + Tec do Dubfire, como é que isto aconteceu?
O Ali Dubfire tem sido um bom amigo e um grande apoio na minha carreira desde o release do meu tema "Crawling" em que ele tocou e colocou no chart dele em 3º lugar do top 10 quando foi nomeado artista do ano, depois claro temos falado e trocado ideias e enviei-lhe o "Switch Box", que ele adorou e assinou para a Sci+Tec, que sai dia 3 de Março. O tema tem vindo a ser tocado e conta com o enorme apoio de Richie Hawtin.
Depois deste sucesso sentiste um incremento nas tuas datas? Ou seja, o sucesso materializa-se em mais convites para tocar?
Sempre tive muitos convites para tocar, especialmente no estrangeiro onde tenho muitos fãs e amigos, mas claro que sim, o meu sucesso a nível de produção tem ajudado muito ultimamente… e as datas tem ajudado muito nas vendas de discos, é um processo que se inter-ajuda. Aliás, se não fosse este sucesso todo da minha música, estaria limitado a tocar simplesmente em Portugal. Assim a minha música leva-me aos quatro cantos do mundo para tocar, acho que não trocava isto por nada, estou inteiramente agradecido a todos que me apoiam.
excerto da entrevista publicada na Dance Club nº148

