29.12.2011
Kika Lewis
Mulher ao poder
Tens uma carreira longa – 14 anos, segundo a tua biografia – que se deve a teres começado muito cedo. O que fez uma miúda de 11 anos interessar-se pelo DJing?
A minha paixão pela música começou muito cedo. O meu pai metia música em bailes de garagem e fazia rádio quando conheceu a minha mãe. Entretanto eu nasci e a música sempre esteve muito presente na minha vida. Lembro-me de ter curiosidade em tocar nos gira-discos antigos, gostava muito de dançar, enfim, a música sempre me fascinou. O meu pai viu certamente esse meu fascínio e sempre me disse que um dia, eu iria ser disc jockey. E assim foi. Comecei a aprender com ele, sozinha, com amigos DJs, foram precisas algumas horas para me ambientar com o setup que usava naquela altura.
E assim que ganhaste o “bichinho” da mistura como é que, com apenas 11 anos, se começa uma carreira de DJ? Os teus pais compraram-te pratos e uma mesa de mistura em vez da casa da Barbie?
As Barbies e os Kens não eram de todo o meu grande interesse. Como todas as crianças também tinha tempo para ver os desenhos animados na TV, brincar, estudar, pentear (ou puxar) o cabelo à Barbie ;) Mas chegou o dia em que a menina de 11 anos já sabia meter música e estava preparada para enfrentar um público. Como o meu pai já trabalhava no meio, foi fácil eu me tornar DJ e ter logo trabalho. A minha primeira noite como DJ foi na discoteca Zonagricola em 1996, num domingo de Páscoa, onde eu passei música dos anos 60,70 & 80, ou seja, música revivalista ou o chamado “Flower Power”. Só passado um ano, e depois de ter “tocado” em muitos bares e discotecas, onde aprendi muito, principalmente a ganhar à vontade, é que me estreei como DJ de house music para 900 pessoas.
Excerto da entrevista da edição nº 160 (Junho/Julho 2011)



